terça-feira, 17 de novembro de 2009

Branda Cibiac












Delírio

Retira das dobras de tua mente
o sonho que delira
e do sangue quente que te queima
aspira o fumo que entorpece
Assim embriagado
por um momento esquece
todo teu passado
Das cinzas desse mundo
irá surgir um novo mundo
bem maior e mais profundo
para nos unir.

Divagando


Por sobre nuvens de gelo
o camelo voa
O cego com a mão gelada
de madrugada afaga o seio
da montanha
No ventre da mãe Terra
nasce o sonho da tartaruga
300 anos de vida
sem a neurose da ruga
E eu ligo o meu plug
na enlouquecida guitarra
presa ao meu umbigo
Quero soltar as amarras
mas não consigo
eu ligo...eu ligo...eu ligo...




Fuga


A noite era serena, céu estrelado.
Alua lá em cima era prateada,
bem distante um lampião quase apagado,
pouco iluminava aquela estrada...
A hora para mim pouco importava.
A noite era comprida e vazia.
Pelo infinito minhálma se lançava
enquanto lento o coração batia.
Foi um momento tão fugaz e breve!
Consegui fugir de mim, fugir do mundo,
galgando o belo espaço sideral.
Sentí-me como um anjo puro e leve.
Como foi doce! Como foi profundo,
estar longe deste cáos existencial!

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