sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mira Schendel - Arte e Espiritualidade

Mandala 1974
Nanquim e ecoline sobre papel

Mira Schendel ou Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique em 1919, família de origem judaica. Imigrou para o Brasil em 1949  indo morar em Porto Alegre. Mira começou a pintar em 1950, apresentando seus trabalhos naquele mesmo ano no auditório do Correio do Povo.
Participou na Ia. Bienal Internacional de São Paulo. Mudou-se para São Paulo em 1953.












A religiosidade e o posicionamento filosófico estão presentes na obra de Mira. Em seu diário (constante do Livro de Geraldo Souza Dias - Mira Schendel - do espiritual à corporeidade) ela coloca:
" Nosso medo é o medo de morrer. Estamos possuídos pelo medo do medo. Nosso medo é o medo de não ser mais, Vivemos e matamos por medo. Acumulamos por medo. Trabalhamos para afugentar o medo.Todas as nossas ações são ditadas pelo medo. O medo envenena nossa vida. Nossa breve vidinha"

 
O interesse de Mira pela filosofia oriental se faz sentir em alguns de seus trabalhos.A leitura de Jung reforça seu interesse, com especial atenção ao conceito de sincronicidade. Os desenhos de Mandalas, de 1975 bem como a série I Ching, de 1981 evidenciam a influência de Jung.
                                    Série I Ching - dec. 1970

A série datiloscritos, iniciada em 1974, levou Mira a aproximar-se de Hermann Schmitz, filósofo alemão, época na qual aumenta suas idas à Europa (filosofia fenomenológica).


Nos anos de 1980, Mira produz as têmperas brancas e negras, os Sarrafos e inicia uma série de quadros com pó de tijolo.


Ela esteve presente em várias exposições e, mesmo após sua morte em 1988, seu nome é reconhecido em todo o mundo.

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