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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Música - Maurício Eloy


Não sou nada sem a música, 
a vida não é nada sem a música...
me abrigo dentro dela como criança 
que renasce a cada instante na vontade de querer, 
de sentir as lágrimas que acomodam meu corpo, 
se o sorriso não vem...
o que importa, se música me leva sem saber pra onde:
na dureza de um dia ou na leveza de um olhar...
Eloy

sábado, 13 de agosto de 2011

A alma do homem: Vincent Van Gogh - Maurício Eloy



A alma do homem: Vincent Van Gogh


 "Obscuro tempo das incertezas calejadas de esperanças delirantes, um homem tem um sonho de querer ter uma alma....
Seus olhos mergulhavam na paisagem como flores aos polens, e num gesto desesperado pintava como um animal em busca do ser humano.
As cartas eram o amor pela verdade, onde as palavras enxugavam as dores do mundo e as dores do corpo, confirmando a cumplicidade do sangue que foi a mais profunda produzida pela história, Vincent tentava apenas viver...e seu irmão também...
No último Van Gogh pintado, seus olhos quietos, trás a tristeza firme e a visão do futuro como foi toda sua vida, acompanhada do sonho, da solidão e do sofrimento. O azul domina com leveza e harmonia quase toda obra, mas, é o seu olhar que ainda perturba, que fala dentro de nós dos vestígios de alguém que toda sua vida buscou com coragem, mesmo se precisando da morte como fim e da pintura como certeza de mostrar a vida ao homem..."
Maurício Eloy

quinta-feira, 9 de junho de 2011

As coisas pequenas de nós mesmos - Maurício Eloy



Pintura Maurício Eloy

Um dia meu riso não existirá, todos aqueles papéis em que escrevi durante anos, serão lembranças – é estranho pensar assim...
Quando eu não existir as coisas todas não existirão, o que será de mim sem saber o que é sentir o meu não existir...
É estranho escrever algo que não sei o que é...se ao menos nem i...maginar consigo o meu não existir...
Dias atrás em que meus pensamentos não eram comportados, mergulhavam ora repletos de fantasias e ora silenciosos de devaneio, vi as pequenas coisas de nós mesmo:
A vontade de sentir saudades...
O silêncio dos livros na estante convidando os olhos a passear vagarosos pelas histórias reais, tão reais...
As lágrimas, tantas delas de tristeza ou de alegria que o corpo carrega pela vida...
Da lambida carregada do cachorro que sempre nos espera todo dia, dias e dias...
De risos nascidos de besteiras faladas na roda de amigos...
Da espera de alguém que pode ou não aparecer...mas a espera ansiosa de esperar sempre...
Um instante é a eternidade de um dia em que o tempo de nada vale se não a vontade de querer...
O meu riso ainda existe, não sei como será o seu não existir, que o instante dure a eternidade do vestígio das pequenas coisas que eu vivi...