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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Transcendência Rick Griffin



Um dos ícones da contracultura dos anos 60,  sua arte expressa uma variedade de temas muitas vezes contraditórios como política, hedonismo, dadaísmo, surrealismo, psicodelia e religiosidade.

Rick Griffin  começou  sua carreira desenhando para a revista Hot Rod Cartoons ( revista que reunia varios cartunistas - quadrinhos para os fanáticos de carros) e Surfer (revista proeminente da época).

Richard Alden Griffin nasceu perto de Palos Verdes, Califórnia no dia 18 de junho de 1944. Seu pai era um engenheiro e arqueólogo amador e Rick o acompanhava em escavações. Foi nessa época que Rick foi exposto aos artefatos dos nativos americanos e a cidades fantasma que vieram a influenciar sua obra.
Seu trabalho dentro da subcultura surf foram cartazes de filmes e sua história em quadrinhos, o Murphy.
Griffin criou arte para várias bandas e cartazes de festivais.

Numa viagen a São Francisco sofre um acidente. Após adormecer, ele acorda e encontra o carro lado a lado com um motorista rindo loucamente. O veículo sai de controle e Rick recordou mais tarde que a última coisa que ele lembrou foi voar pelos ares vendo sua mala batendo no chão e estilhaçando-se em mil pedaços. A primeira coisa que ouviu quando ele finalmente recuperou a consciência era alguém lendo o Salmo 23 "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte ..." . Isto provou ser um fator importante na conversão depois de Rick ao cristianismo.


O olho esquerdo de Rick foi deslocado no acidente e ficou com várias cicatrizes no rosto. Rick mudou não só sua aparência , (ele deixou a barba crescer e usava um tapa-olho), sua arte também se tornou mais sofisticada.

 Fez cartazes para lendas como Hendrix, Albert King e  Grateful Dead, o logotipo para a revista Rolling Stones.
Ao meio-dia, em 15 de agosto de 1991, Rick Griffin morreu com 47 anos quando andava de moto, uma Harley Davidson, em Petaluma, Califórnia. Rick foi forçado a sair da estrada por uma van que estava tentando ultrapssá-lo. Rick morreu três dias depois.
O último trabalho do artista foi publicado em uma revista de São Francisco e parece profetizar sua morte precoce. É um auto-retrato dele ajoelhado na porta do céu com uma caneta e tinta na mão. Infelizmente não consegui essa imagem.


















Antes de Griffin começar a se deleitar com a arte e política da contracultura, ele era um surfista.


















A arte das letras da capa do disco de Neil Young.





O logotipo da revista Rolling Stones.











Rick e Ida Griffin com a filha  Adelia.

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terça-feira, 1 de maio de 2012

Herança Musical II - Jakob Luke Dylan



Jakob Luke Dylan é filho de Bob Dylan, nasceu em Nova York,em 9 de dezembro de 1969 é vocalista, e principal compositor da banda "The Wallflowers". Sua banda teve alguns hits nas paradas como a regravação de "Heroes", de David Bowie, em 1998.O álbum “Bringing Down the Horse” teve também alguns sucessos como " One Headlight" e " 6th Avenue Heartache"
Em 2006 gravou o single "Here Comes Now", que fez parte da trilha do seriado Six Degrees.



Dylan colaborou com Dhani Harrison na homenagem a John Lennon na canção " Gimme Some Truth ", no álbum ," Instant Karma: The Amnesty International Campaign to Save Darfur ", que foi lançado em 12 de junho de 2007 

Em maio de 2010, o segundo volume de uma trilha sonora para a série da HBO True Blood foi apresentada com a canção de Dylan "Ain't No Invisible Man".

 Seus álbuns solos foram: “Seeing Things” (2008), e " Women and Country" (2010).

domingo, 22 de abril de 2012

Begin Anywhere: Um século de John Cage



O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresenta a exposição Begin Anywhere: Um Século de John Cage de 28 de abril a 20 de maio de 2012. Ele foi um dos expoentes das vanguardas artísticas do século 20.O MAM se integra a diversos Museus e Centros Culturais ao redor do Mundo que este ano prestam homenagem a John Cage.

John Cage foi um compositor americano, escritor, filósofo e artista (morreu em 1992 aos 80 anos de idade).Foi pioneiro em uma nova abordagem da música, buscando uma não-padronização musical dos instrumentos. Trabalhou também com música eletroacústica.Teve professores conhecidos por inovações radicais na música como Henry Cowel e Arnold Schoenberg. Seu trabalho sofreu forte influência de seus estudos sobre várias culturas do oriente, como o Zen Budismo, o I Ching.

Outro aspecto importante da poética de John Cage são as partituras gráficas que desenvolveu ao longo de seu processo criativo. Conduzindo a uma nova notação musical e buscando uma abertura para os sons do meio ambiente.


 

Quanto ao trabalho gráfico de Cage este consiste principalmente em obras sobre Papel. Ele trabalhou com gravuras a partir de 1978 durante um período de 15 anos. Encontramos no decorrer de sua carreira desenhos em papel e também aquarelas. Ele também trabalhou com litografia com papéis feitos à mão. Suas gravuras, desenhos e aquarelas estão nas coleções de grandes museus como o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Stedelijk Museum em Amesterdão, e o Frankfurter Kunstverein em Frankfurt, Alemanha. 

 

Além das partituras de John Cage, estarão nove obras pertencentes ao acervo do MAM Rio, dos artistas Josef Albers (Bottrop, Alemanha, 1888 - New Haven, EUA, 1976); Joseph Beuys (Kleve, 1921 - Dusseldorf, Alemanha, 1986); Jackson Pollock (Cody/Wyoming, 1912 - Nova York, EUA, 1956); Robert Rauschenberg (Port Arthur/Texas, EUA, 1925); Mira Schendel (Zurique, Suíça, 1919 - São Paulo SP, Brasil, 1988); Guilherme Vaz (Brasil); Paulo Vivacqua (Vitória ES, Brasil, 1971) e Wolf Vostell (Leverkusen, 1932 - Berlim, Alemanha, 1998).

No dia 12 de maio, às 17h, será realizada uma performance com obras do compositor, com a curadora Vera Terra e convidados.